Obra Aberta
Bernardo Rezende
Sexagenária “Selecta”, lotada de sonhos e terras.
Minério de ferro até quando?
Seixo-bola de longas caminhadas e travessias
Plantação de pedras foi idéia de veterinário!
Paisagistas do micro ou jardineiros?
Imersos em desejos e projetos
Corpos molhados de chuva
Ataque de lesmas no meio da noite.
Lanternas e pinças
A echeveria foi salva.
Beijos e tudo
Os vasos de cerâmica viram...
A Fundição Indígena fechou.
Hoje ninguém toma banho em banheiras com patas
Carneiro ou leão?
Antiquário e topa-tudo, outro dia achei.
Fotos nunca reveladas, mas a “Selecta” vai longe
Atravessa o oceano e estradas
Crassula, echeveria elegans e kalanchoe marmorato
Prefiro uva itália, orelha de gato e boca de tubarão
Uma criança descobre uma pedra
Passa a mãozinha na superfície lisa e molhada
Sorri curiosa, que plantas são estas?
Por que tanta pedra?
Cansei da euphorbia, monotonia espetada
Descobri uma nova, ainda não batizei
Esquece o latinorum, parece com o que?
Quando der flor fotografo.
Escrito por bernardore às 18h25
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Caixinha Obrigado
Bernardo Rezende
Sorrisos ortodônticos e calcinhas em corredores estreitos
O mínimo é sete, dez, quinze...
Qual será a oclusão?
Classe I, II ou III?
Sobe, desce, olha e escuta
É proibido vendedor ambulante. Esconde.
Cofres de porquinho sadomasoquista
Faz tua poupança.
Agora não. Estou apenas conhecendo.
Um dia o máximo é quase tudo
Nunca de novo outra vez.
Chega, mas ainda é pouco.
Quarto 208, depois da curva, antes da eterna fila.
Toma um gole, ninguém te vê.
Muitas portas abertas, para que esperar.
Sotaque estranho e nunca tem clientes.
Privada quase mesinha de cabeceira
Tudo já foi aspirado
Porta trancada e jogo limpo.
Assim é mais caro?
Olho no olho e já foi
O que você faz fora daqui?
Tudo mentira, fala pelo menos o nome.
Boas Festas, Feliz Natal!
Não sei se volto outra vez.
Sobe, desce, onde está o 208?
O mínimo é muito pouco.
Tinha que custar bem mais.
Escrito por bernardore às 15h55
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