Arquivos
 27/04/2008 a 03/05/2008
 04/02/2007 a 10/02/2007
 28/01/2007 a 03/02/2007
 07/01/2007 a 13/01/2007
 31/12/2006 a 06/01/2007
 24/12/2006 a 30/12/2006
 17/12/2006 a 23/12/2006
 10/12/2006 a 16/12/2006
 03/12/2006 a 09/12/2006
 05/11/2006 a 11/11/2006
 25/06/2006 a 01/07/2006
 18/06/2006 a 24/06/2006
 11/06/2006 a 17/06/2006

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




Blog de bernardore
 


Levitação

 

Bernardo Rezende

 

Está muito distante, tanta água, tantas horas......

Um oceano inteiro separa e aproxima.

Palavras sem medo chegam no mesmo instante.

 

Não é a tecnologia que qualquer um clica.

Você vai mais longe. Traça infinitos destinos.

Muitos já leram o que escrevi.

Você não me pergunta os porquês. Obrigado.

 

Me manda energia dos ventos, do sol, das marés.....

Fico carregado, de força sem fim.

Onde está sua fonte? Conta para o mundo!

 

Palavras presentes, com três ou quatro horas a mais.

Rosária não está aqui, mas vejo seus olhos e escuto sua voz.

Fala outra vez, escreve de novo. Não pára.

O sentimento do todo, do tudo.

 

Você já pensou nos seus pés alados?

E na sua mente galáctica?

Voa mais alto que a Torre. Que visão panorâmica!

No entanto não perde os detalhes.

Aterrissa sob aplausos. Que controle!

 

Não é preciso estar perto!

Quando nos vemos outra vez?

  

 

 

 

 

 

 



Escrito por bernardore às 15h48
[] [envie esta mensagem
]





Carbono 14

Bernardo Rezende

Segredo no leito da morte ou na mesa do bar

Depois da última morfina ou do Pedro Almodóvar?

O que não tinha explicação foi entendido

Roda o filme sem cortes, não existe censor!!!!!!!!!

 

Será preciso heterônimo para falar?

Vale filmar, escrever ou livre associar.

A senhora de oitenta anos falou.

Parente distante foi escolhido para ouvir

Segredo familiar regado com cal.

 

Vai carregar a culpa, morrer com ela.

Não! Ainda teve tempo de falar.

Velha tia torta, você deveria ter ido ao cinema.

Foi tanta chuva, engarrafamento e acidentes.

 

Cerveja em qualquer bar, a cabeça na história.

Velha tia que não estava sozinha.

Irmãzinha querida, mãe e avó.

Apenas você não sabia.

De novo. Alguém na família se salva?

 

Qual a data das peças do sítio?

Não escava tudo de uma vez, nova técnicas virão.

Ponto final. Vamos ver até quando.

As crianças não entendem. Ficaram conchas e caquinhos.

 

Um dia elas crescem e perguntam.

Talvez sejam chamadas quase no fim.

Soros e tubos. Vozes perdidas e mãos frias.

Ainda dá tempo, em olhares distantes.

Fala sem cura, tua hora acabou.

 

Não é tia! É pai e avô.

Viaja em paz. Por que só agora?

Joga a cal, mas o sítio ficou.

 

 


 

 

 

 

 

 



Escrito por bernardore às 00h05
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]